Contexto: O GPS do desenvolvimento assistido por IA
Imagine ter o conhecimento de todas as estradas do mundo, e ter um veículo que pode se movimentar por qualquer uma delas, mas você não sabe onde está e nem por onde deve ir para chegar no seu destino. É assim que funciona o desenvolvimento de aplicações assistida por IA sem um contexto.
O contexto aplicado a sistemas e aplicações permite que a IA não apenas gere código a partir de instruções isoladas, mas entenda a intenção de negócio por trás de cada processo. Em vez de gerar códigos baseado em modelos estatísticos, o contexto adiciona inteligência sistêmica à IA, como se fosse um mapa vivo que contém a sua arquitetura de software, seus dados, APIs e lógica de negócios.
Voltando à analogia do carro, o contexto funciona como um GPS, que conhece todo o seu histórico de viagens, suas rotas preferidas, e as estradas que você quer evitar. Com isso é possível chegar no seu destino em segurança, de forma mais rápida, e com o menor custo.
É por isso que o novo padrão de desenvolvimento corporativo Agentic Systems Engineering lançado recentemente, em Março deste ano, pela OutSystems redefine as plataformas Low-Code como uma camada de governança ao desenvolvimento assistido por IA. É um framework projetado para ajudar organizações a construir, gerenciar e evoluir sistemas críticos de negócios compostos por agentes de IA, que podem planejar e agir, de forma segura e governada.
O Agentic Systems Engineering é composto por dois elementos principais: o Enterprise Context Graph, que atua como o “GPS”, fornecendo aos agentes de IA o contexto necessário para criarem código e soluções de forma segura e precisa; e o Mentor, que permite a geração e evolução de sistemas e aplicações através de conversação.
O melhor é que é um sistema aberto, podendo trabalhar em conjunto com soluções externas como, por exemplo, o Cursor e o Claude Code, unificando, e garantido a conformidade e auditabilidade de todo o ciclo de desenvolvimento de software em um único local. Através do AI Agent Builder, a plataforma OutSystems consegue criar agentes autônomos para diversos usos e especialidades, baseados em qualquer um dos modelos LLM disponíveis no mercado, deixando as empresas livres para escolher aqueles fornecedores de IA que mais se adequem à sua estratégia corporativa.
E o melhor de tudo isso é o aumento da eficiência. Recebendo um contexto estruturado, a IA consome menos esforço, e tokens, tentando adivinhar o quê o negócio precisa, e com menos interações entre o desenvolvedor e a IA, o resultado final é alcançado em menos tempo. Além disso, com o GPS na mão, a IA desenvolve com mais assertividade, respeitando as melhores práticas, e aplicando corretamente as políticas de permissões e segurança da empresa, e exigindo muito menos trabalho nas etapas posteriores ao desenvolvimento, como as de teste, implantação, manutenção e evolução.
Desenvolver qualquer software, principalmente aplicações críticas ao negócio, não se trata apenas de gerar linhas de código, pelo contrário, exige a adoção de um espectro muito maior de habilidades, processos, e políticas. Deixar a IA à cargo do desenvolvimento sem o devido contexto e salvaguardas é como sentar no banco de trás de um carro, e ir rápido para lugar incerto e perigoso. Certamente um destino de onde será muito difícil voltar.